Beleza

07/12/2018 13h04

Já ouviu falar em Alopecia?

Uma doença dermatológica que causa queda de pelos, seja no couro cabeludo ou em outras regiões do corpo.

Por Nosso Bem Estar

Pxhere | Pixabay
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A alopecia pode ocorrer de forma geral no corpo, sendo uma condição mais rara, denominada Alopecia Areata Universal.

A Alopecia, também conhecida como Alopecia Areata, é uma doença dermatológica não contagiosa, caracterizada pela queda de pelos em um determinado local do corpo. Não se sabe ao certo a origem ou a causa, porém fatores genéticos ou de participação auto-imune são desencadeadores, como fatores emocionais, traumas físicos e quadros infecciosos.

A alopecia pode ocorrer de forma geral no corpo, sendo uma condição mais rara, denominada Alopecia Areata Universal. E quando a queda ocorre no couro cabeludo, ela pode ser em alguns pontos específicos ou na cabeça toda.  

Alguns pelos podem voltar a crescer após o tratamento e outros não. Estudos mostram que nos Estados Unidos, por exemplo, existem mais de 5 milhões de pessoas com alopecia. Essa doença pode surgir em qualquer idade, porém a maioria dos casos ocorre em pacientes menores de 20 anos de idade.

Quais são os sintomas da Alopecia?

O sintoma consiste na queda de cabelo na cabeça ou em outra parte do corpo que possua pêlos, ocorrendo de forma brusca com formas arredondadas. Pode ocorrer em um lugar do corpo ou nele todo, e os pelos que ainda restam na região tornam-se facilmente retirados.

A pele em que a queda ocorreu fica lisa e brilhante e também pode apresentar uma coloração rosada. Quando há o renascimento dos pêlos nos locais, eles podem vir na cor branca e vão voltando a cor normal com o tempo, porém quando os folículos pilosos são atingidos não há mais a possibilidade de nascimento dos pelos.

Nas regiões onde a doença ataca pode haver coceira ou queimação antes da queda ocorrer, e ela acontece com mais frequência nas regiões das sobrancelhas, barba, braços e pernas.

 

Conheça melhor algumas causas associadas

As causas são desconhecidas, porém pode-se associá-la a doenças como lúpus, diabetes, vitiligo e tireoidite etc. De 10% a 42% dos casos há outras pessoas na família com a doença, ou seja, o fator genético também interfere.

Já em 40% dos casos de alopecia, os portadores tem alguma condição alérgica, como por exemplo, a rinite. Veja abaixo outras doenças que propiciam a queda de cabelo e se associam a essa doença dermatológica.

  • Como já dissemos a alergia é uma condição associada, além da rinite, pessoas alérgicas ao glúten, lactose ou caseína do leite da vaca são as mais propensas.
  • A associação genética com o hormônio masculino, a testosterona, também apresenta relação com a doença.
  • Os fatores congênitos, que se relacionam com a hereditariedade.
  • A deficiência de ferro no organismo que proporciona o nascimento de pêlos enfraquecidos.
  • A quebra do ciclo de vida capilar, conhecida como eflúvio (ocorre geralmente em mulheres).
  • Uma doença neurológica, conhecida como tricotilomania, faz com que a pessoa arranque os próprios pelos.
  • A dermatite seborreica também pode desencadear a alopecia.
  • O distúrbio interno dos órgãos, também algumas doenças e infecções, ou o excesso de medicamentos ou quimioterapia também são fatores associados.
  • E por fim contusões ou lesões no couro cabeludo podem fazer com que a doença alopecia apareça.

 

Qual profissional devo procurar? E o tipo de tratamento?

O médico responsável por diagnosticar a doença alopecia é o dermatologista, que através do exame clínico irá concluí-la. Em alguns casos há necessidade de fazer biópsia da pele afetada. Esse é uma doença que não tem cura, porém tem tratamento.

O tratamento da alopecia varia de pessoa para pessoa e conforme ocorre a gravidade da queda. Geralmente são receitadas pomadas e injeções, sendo aplicadas na área afetada. Já nos pacientes com maior gravidade, o tratamento pode ser à base de corticóides e imunossupressores.

Os medicamentos para os casos considerados “normais” são: antralina, em forma de creme ou pomada que é usada na área afetada diariamente; injeções de cortisona que são usadas uma vez ao mês e no local onde ocorreu a queda; minoxidil tópico que é uma loção líquida, que também ajuda no nascimento dos pelos; entre muitos outros medicamentos indicados.

Porém, o tratamento não é garantia de que os pelos voltem a crescer. Além disso, é preciso ter sempre a consciência de não se automedicar, em qualquer doença que seja, pois a consulta e orientação médica são essenciais para a recuperação e a manutenção de uma boa saúde.

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