Crescimento pessoal

06/01/2015 09h40

O planeta mais influente é você!

Sem esta de culpar os astros: 2015 está nas suas mãos!

Por Nanda Barreto/Nosso Bem Estar

Steve Cole Images/IStock/BE
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Mais que ajudar a prever o futuro, astrologia se configura como um importante instrumento para o autoconhecimento

Virar a página do calendário e dar de cara com um ano novinho em folha é uma tarefa desafiadora. Afinal, são 365 dias pela frente! O desejo de prever o que nos aguarda na próxima esquina é quase irresistível. Por isso, janeiro costuma ser um mês de ansiedades em relação ao futuro. Para atender esta necessidade humana, diversos sites e revistas especializadas trazem estampados em suas capas uma série de previsões astrológicas. Mas será mesmo que a astrologia tem o poder de determinar o que 2015 reserva para todos nós?

O astrólogo Daniel Machado defende que não. "Não é possível fazer previsões para a humanidade como um todo. A humanidade é formada de seres humanos, individualmente. A astrologia é um instrumento que descreve a qualidade que existe em cada momento do tempo. Pela lógica da astrologia, cada ser humano é uma unidade autônoma. Nesse sentido, os trânsitos de cada planeta influem de maneira diferente em cada um", ressalta.

Na avaliação de Amanda Costa, a astrologia é sobretudo um caminho de autoconhecimento. “Contribui, ainda, para uma maior compreensão das pessoas que nos rodeiam e dos acontecimentos no mundo”. De acordo com a astróloga, sua ferramenta de trabalho mais importante é o Mapa Astral. "Este mapa é calculado a partir da data completa, horário e cidade de nascimento. No caso de um evento, fato ou situação, considera-se data, cidade e horário de início do evento", explica.

"Através da observação do movimento dos astros, de sua relação com nosso movimento individual, com o estudo do mapa astrológico e outros cálculos aplicados a ele - trânsitos, direções, progressões e revoluções-, é possível revelar, identificar e trazer à tona nossas potencialidades, descobrir chaves para explorar melhor nossas inclinações, transformar as áreas de dificuldade, assim como os períodos e fases em que os processos ocorrem na linha de tempo", detalha Amanda.

Escrito nas estrelas
A exemplo do que ocorre com muitos adeptos da astrologia, esta relevância do Mapa Astral também se confirmou na vida do professor de filosofia Vicente Medaglia. Ele estava estava passando por um momento difícil a primeira vez que realizou uma consulta astrológica. "Esta experiência foi fundamental para que eu pudesse me conhecer melhor. A astrologia trouxe benefícios práticos para o meu cotidiano. Me ajudou a entender padrões de comportamentos que eu tinha mas que eu não identificava como tendências pessoais. A partir disso, pude me aceitar mais e me mantenho mais atento a algumas atitudes", pontua.

Daniel explica que a astrologia oferece informações estratégicas para que cada um identifique seus limites e potencialidades. No entanto, é comum cair na tentação de que é possível transferir para os astros a responsabilidade pelo que somos. "Às vezes a gente não se dá conta de que o indivíduo se torna o que ele é como um somatório de cada um dos seus atos. Se eu quero saber o que vai acontecer na minha vida, a primeira pergunta que eu tenho que fazer é: o que eu quero que aconteça na minha vida?". 

Mas será que existe um momento mais adequado para realizar consultas astrológicas? Na opinião de Amanda, este momento é sempre  o "agora". "O momento propício é aquele em que a pessoa sente vontade ou necessidade de fazer o seu mapa astral e estudos de período (ano, mês, etc.). Não há regra. Algumas pessoas gostam de realizar consultas astrológicas perto da data do aniversário, o que é uma escolha pessoal, nada além disso. Outras pessoas fazem várias consultas ao longo do ano, em periodicidades variadas", argumenta. 

E você, já consultou os astros?

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